Relatório Provisório n.º 7/2010 (01-Jan a 31-Ago)

Já disponivel o relatorio provisorio desde 01/01/2010 até 31/08/2010


Aqui


(é assustador ver no mapa as zonas ardidas)


Talvez seja aqui bem aplicada a frase "uma imagem vale mais do que mil palavras", neste caso são duas imagens... O que terá feito a diferença no PN de Montesinho, já que a area ardida é quase inexistente...?

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Bombeiros de Fornos de Algodres plantam uma árvore por cada serviço realizado

Os bombeiros de Fornos de Algodres querem plantar mais de quatro mil árvores até ao fim do ano, no âmbito de uma campanha de reflorestação designada "um serviço, uma árvore amiga", disse hoje fonte da direcção.

A iniciativa visa reflorestar áreas ardidas do concelho e sensibilizar a população para a importância da floresta, explicou o presidente da direcção dos bombeiros voluntários de Fornos de Algodres, Álvaro Melo, no distrito da Guarda.


"Por cada serviço efectuado este ano pela corporação de bombeiros (incêndio florestal, transporte de doentes, acidente rodoviário, limpeza de vias, etc.) pretendemos plantar uma árvore em zonas designadas pelas Juntas de Freguesia e pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal", contou o dirigente.


A meta é plantar mais de quatro mil árvores, tendo em conta que em 2009 os voluntários efectuaram um total de 4229 serviços.


Para concretizar a campanha de reflorestação, a associação humanitária de Fornos de Algodres tem como parceiras várias entidades, nomeadamente o Parque Natural da Serra da Estrela, as escolas superiores agrárias de Castelo Branco e de Viseu, o Instituto Politécnico de Bragança e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).


Álvaro Melo acrescentou que a iniciativa que envolverá a população e os alunos das escolas do concelho consistirá na plantação de árvores e arbustos originais da flora portuguesa, para conservação da biodiversidade. Serão plantadas árvores como o carvalho negral, pinheiro, vidoeiro, cerejeira, freixo e sabugueiro.


A Escola Superior Agrária de Castelo Branco já ofereceu 40 azereiros e 20 pinheiros mansos, que serão plantados após a abertura do ano lectivo.


O dirigente admite que a campanha não se esgotará no final do ano, apontando que no concelho há muitas áreas que necessitam de ser reflorestadas e as mais de quatro mil árvores que os bombeiros prevêem plantar "não são suficientes" para cobrir toda a área do Município. "Só este verão arderam 1200 hectares de mato e floresta" em incêndios registados no concelho de Fornos de Algodres, apontou Álvaro Melo.


A acção "um serviço, uma árvore amiga" também visa "sensibilizar a população para que faça alguma coisa pela recuperação das áreas ardidas", concluiu.


in  PUBLICO


Têm de ser sempre os outros a fazer aquilo que é da responsabilidade do estado... Já no PNSE foi assim...


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Enxurrada em Chaves (Pastoria)

aqui tinha falado dos perigos das enxurradas pós incêndios.

Ontem , mais um exemplo na aldeia da Pastoria em Chaves.

Mais informação pode ser lida no DN.




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Comunicado FAPAS

Se aqui critiquei o 1º comunicado da FAPAS, não pelo conteudo em si, mas sim por ter colocado todos os habitantes do PNPG no mesmo saco, cabe-me agora evidenciar também o 2º comunicado emitido pelos mesmos.

A diferença mostrada do nº de fogos entre o dia 01/08 e 22/08 entre Portugal e Espanha é por demais evidente!

Acompanho com frequência o blog Ambio, onde este assunto do Suão (vento de leste) foi varias vezes debatido como um dos responsaveis pelos incêndios de Agosto. Na minha ignorância parecem-me logicos os argumentos apresentados. Mas no meu senso comum é-me também dificil aceitar que esse mesmo vento Suão seja responsavel pelas inumeras ignições detectadas na altura, algumas até à noite apesar de também haver justificações cientificas para isso como a autocombustão de material combustivel seco e acumulado. Talvez responsavel pelas condições favoraveis à sua propagação mas dificilmente no seu inicio.

Este mapa apresentado pela FAPAS demonstra que existem mais factores alem dos ventos de leste, ou não fossem os Espanhois os mais afectados pelo Suão. Eu também estou de acordo com a FAPAS quando atribui aos incêndios no PNPG, mão humana. E estou também de acordo que não é o deficiente mental ou o alcoolico que são os mentores, mas sim, apenas executantes.


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Enxurrada em Seia - PNSE

Ontem foi possivel verificar em Seia no PNSE um dos efeitos imediatos dos incêndios, o perigo das enxurradas. Com a maior parte da flora consumida pelo fogo, não há o factor suporte de terras o que provoca nas encostas verdadeiros rios de lama assim que aparecem as primeiras chuvas.

No caso do PNPG, é de salientar que este problema será concerteza um aspecto a ter em conta, principalmente porque falamos de uma zona com elevados indices pluviométricos ou não fosse apelidada de barreira de condensação.

Relembro que toda a encosta oeste do vale das Caldas do Gerês ardeu, desde a Central Hidroelectrica de Vilarinho das Furnas (inicio da albufeira da Caniçada) até ao Vidoeiro.

A situação na Serra Amarela, nomeadamente as zonas de Germil, Ermida, Louredo e Sobredo, podem também ter problemas semelhantes assim como algumas zonas na Serra do Soajo.

Nas visitas "velatórias" do Sr. Ministro da Agricultura efectuadas ao PNPG e ao PNSE foi visivel uma diferença enorme (que se pode explicar por uma questão de competências, ou não...) nos assuntos focados. No PNPG falou-se de ajudas financeiras a locais consoante as areas de actividade. No PNSE falou-se de reflorestação, recuperação dos solos...

Na questão dos apoios (imperativos como é evidente) deveria / deverá ser acautelada uma situação que já se verificou aquando da atribuição de compensações aos pastores que viam o seu gado atacado por lobos, estes apoios não são uma fonte de rendimento, são uma compensação pelo sustento perdido...

Ainda não foi possivel ouvir da parte do PNPG e ICNB, qualquer comunicado sobre quais as acções a tomar no imediato, tanto preventivas como de recuperação. Apenas relatorios provisorios... a continuar assim, talvez provisório seja o estatuto de Parque Nacional!

Estará o Estado realmente interessado em manter um Parque Nacional?

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Incêndios PNPG (XV)

Tenho lido com insitência esta noticia do PUBLICO "Agosto deixou a Peneda-Gerês com oito mil hectares de área ardida" e cada vez mais fico confuso!

O relatorio provisorio disponibilizado no sitio da AFN (de 01/08 a 15/08 e emitido a 17/08) é igualmente confuso e não consigo descobrir este relatorio provisorio de que se fala, nem na AFN, nem no ICNB, nem nos Ministerios de Ambiente ou Agricultura... Provavelmente terá sido distribuido apenas como nota para a imprensa...

Mas não posso deixar de criticar de novo esta comunicação social que nisto dos incêndios tem sido quase contra-informativa tal são as noticias erradas, incompletas e enganosas. Muitas por falta de informação, mas principalmente por falta de interesse em informar correctamente pensando apenas em informar o leitor que lê os titulos grandes entre dentadas de pequeno almoço.


Na noticia diz que "Os maiores fogos aconteceram na Mata do Cabril, onde em 15 dias arderam 3529 hectares, no Soajo (2465 hectares), em Vilar da Veiga (1479 hectares) e em Fafião (689 hectares)."

Ora a Mata de Cabril tem +/- 1500 ha  medidos de grosso modo!


Logo a seguir diz isto: "Na Mata do Cabril o fogo afectou sobretudo o carvalhal (tendo ardido 272,87 hectares) e depois povoamentos mistos de folhosas e resinosas (13 hectares)" 

Portanto arderam 272.87ha + 13ha =  285.87ha


Mas logo a seguir também, diz isto: "Segundo os dados do ICNB, arderam 724 hectares em Zonas de Protecção Total (a maior parte na Mata do Cabril), correspondendo a 26 por cento da área de protecção total do Parque Nacional."

Sendo que a Mata de Cabril pertence à ZPT, concluimos que na Mata de Cabril arderam 3259ha? ou  285.87ha? ou 724ha? (não foi comunicado que arderam outras ZPT´s além da Mata de Cabril).


Confundido? No minimo... Mas como respondeu o General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, à pergunta feita pelo Rei D. José após o terramoto de 1755 em Lisboa: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”.

Que se lixe os relatorios provisorios e os hectares ardidos, quando cuidamos dos vivos e fechamos os portos??


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Cabras - Bombeiro

Interessante a novidade... não sei até que ponto será realmente viável e realmente aplicável mas não deixa de ser uma iniciativa... e sem iniciativas é que não vamos lá!
Vai ser posto em pratica na zona transfronteiriça do Douro!


Portugal e Espanha lançam projecto de 50 milhões para limpar florestas - Jornal de Negocios


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